Hoje eu queria falar alguma coisa que marcasse seu dia, mas aí descobrir
que para marcar seu dia precisaria ter marcado o meu também. Então sentei e
abri o meu álbum de foto do Face, e a primeira coisa que veio à minha cabeça
foi que todos aqueles momentos realmente foram importantes pra mim. Então senti
uma vontade enorme de escrever um texto por trás de todas aquelas fotos, mas
minha inspiração sumiu... Resolvi, assim, que vou falar dos meus sentimentos.
Eu escolhi essa primeira foto porque além de ter me marcado muito ela me
ensinou muito em poucos minutos. Essa aí no meio é nossa priminha Sophia, ela
tem apenas dois aninhos, tão esperta, já fala de tudo e sabe muito. Ela já anda
e é muito linda. Só que ela ainda é dependente dos pais. Então
percebi que não importa ser esperta e saber de tudo sem ter algo importante: um
pai. Pensei que assim como a Sophia que sem querer “tropica”, cai, chora e
grita “pai”, assim somos nós quando caímos (perdemos algo, ou somos machucados,
ou algo que não dá certo): choramos e pedimos colo do nosso pai.
Eu queria entender porque quando nos tornamos adultos precisamos deixar
de ser criança, tão dependente do pai, não brincar mais, nem mesmo
chorar; se há um Pai lá em cima além das nuvens que é capaz de fazer tudo
por nós; dono do mundo, dono de tudo. Mas não nos contentamos em saber isso,
então tentamos dar nossos passos sozinhos e a ansiedade que nos cerca todos os
dias nos faz tomar decisões erradas, sem pedir permissão a Ele. Mas a Sophia,
quando quer sair, ela pede ao pai. Estamos tão consumidos pelo mundo e incapazes
de ver o quanto estamos perdendo...
Eu escolhi essa foto acima para falar de família. Perdemos tanto tempo com tecnologia que deixamos passar momentos como esse. Não falo de todos apenas, mas também de mim. Estamos perdidos, o mundo está perdido enfim... Para constituir uma família que cresça, precisamos de um pai, não somente um pai humano, mas o Pai Espiritual, porque Ele é base dessa estrutura. Quando você vai escrever um livro, ele tem quer ser escrito por partes. Primeiro os personagens, depois você tem que fazer um resumo do que você vai dizer nele, e preparar de dois a três capítulos a frente. Deus tem a mesma base para construir uma família: Ele cria os personagens, com seus defeitos e qualidades, então escolhe a cor da pele e cabelos, depois ele faz um resumo de como vai ser a historia deles, “esse vai se apaixonar por essa que vai gerar filhos, que vão se apaixonar por outros”, então assim Ele escreve os primeiros capítulos... “Ele vai olhar para ela, e surge o primeiro amor; no segundo eles já estão namorando e no terceiro já estão casados, e no quarto já têm filhos”... Nessa criação, Ele nos dá um negócio chamado livre arbítrio, que te dá o poder de escolha e decisão. Você o utiliza, e se afasta do que Deus escreveu para você e dEle; então todo o trabalho que Ele teve se perde...
Voltamos assim ao início, lá na Sophia, e pedimos ajuda ao Pai e assim
vai: vamos crescendo e nosso livro cria o “pique” em que o leitor perde a
respiração. Esse é o momento em que abraçamos o Pai quando nos levanta.
Onde quero chegar? Apenas marcar seu dia. Um grande abraço, meu amigo.


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